sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sem título, sem nada


Li em qualquer lado uma frase bastante acertada: "existem dois tipos de pessoas: as que perdem os ficheiros todos todinhos do computador e ficam sem nada, e as que já aprenderam que se deve fazer back-ups". Sim, eu pertenço à primeira categoria desde anteontem. Tive de formatar o computador sem oportunidades tardias de "back-ups". Arranco agora com um 'novo' sistema operativo, vazio, uma nova vida pela frente. Não sei exactamente o que é que perdi, mas é melhor nem me tentar lembrar. São só 7 meses em ficheiros,  5 deles em Budapeste, mas isto é um pouco como a vida: apagar o passado e move on! Reset! Bem, um bocado mais eficiente do que a vida, posso dizer. Ainda bem que não tinha lá nada importante para o meu exame de hoje...
Claro que aquela frase só a li anteontem... e como é que se diz? "Too late".

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Bom dia porquê??


Este dia afigura-se-me fantástico. Ora vejamos: 
- Acordo tarde e a más horas, não era esse o meu plano.
- Com tanto calor que nem aguento mais um segundo na cama.
- Vou tomar banho, e nem pinguinha.
- Lembro-me vagamente de um bilhetinho deixado à porta do prédio há uns dias atrás, dizia ele que não ia haver água no dia 10 de setembro, desde as 8:00 até ao final do dia...bolas, esqueci-me.
- Vou fazer café. Não, não há água.
- Sento-me no sofá para escrever este post. O telefone toca, levanto-me. 243, é a minha avó. "Estou?... Estou??......... Avó???"........ "Estou sim, é da casa do Sr. Torres?" "Ah, não, foi engano!" "Ah então desculpe!" "Ora essa!" 

Sento-me outra vez. Mas vou-me levantar, vestir qualquer coisa e comprar garrafões de água para salvar o mundo. O que me espera esta segunda metade do dia, não sei, mas deve ser coisa boa deve.
Um até já.

sábado, 8 de setembro de 2012

Choque Erásmico: Budapeste


"Parti para esta grande aventura. Deixei para trás o sol, as cores, a alegria e o calor. Os meus amigos, conhecidos e família. Deixei a praia, o amor, a luz, a boa comida e as horas tardias. Felizmente deixei também a preguiça. De repente, estou num sítio frio, sem luz natural, onde a pontualidade e o cedo das coisas é um balde de água fria. Neste sítio toda a gente me é desconhecida. Cores nem vê-las, e amigos muito menos. Falha-me o fenómeno da globalização. Mas gosto da neve, do rio e das praças. A cidade é fria, mas aconchega. Cidade não muito grande, mas grandiosa, e de uma beleza sufocante. Espero pelo dia em que o sol brilhe, para o ver desfazer-se em tons laranja e rosados sobre os telhados ainda brancos da neve, para além do rio. Sobre as pontes e palácios iluminados, montes verdes mas esbranquiçados, carris de eléctricos, barcos e bicicletas. Bancos de jardim, candeeiros floreados. Desenganem-se os que leram as primeiras linhas, este sítio é um espanto. Tem o lado frio e altivo da beleza. Não é uma fotografia com muitas cores, mas quem não gosta de uma boa fotografia a preto e branco? É mágico. E pouco a pouco, ganho novos amigos, que dão uma nova cor.. A boa comida ainda hei-de descobrir. E amor? Já me apaixonei por Budapeste."

Este texto foi escrito nos meus primeiros dias em Budapeste, em pleno inverno. É engraçado olhar para trás agora, e ver como eu via aquela cidade quando lá cheguei. No entretanto a primavera chegou, o sol brilhou, e a cidade saiu à rua. Mudou. Mas sempre com a mesma e sufocante beleza.