domingo, 7 de abril de 2013

Esperai, esperai....

Finalmente a dar asas. Veremos o que sai daqui.

Desta vez não foi em grande


Não quero deitar foguetes antes da festa, mas parece-me que a primavera já anda aí a cheirar. Claro que, como chegou atrasada, agora tem vergonha de entrar porque sabe que vai atrair as atenções todas. E, claro, um ou outro comentário desagradável, como "estava a ver que não!!"  ou "agora que o país já está inundado? Agora é que te lembras de vir??". Bom, então vai entrando, pé ante pé, a esperta. Primeiro um bocadinho de sol. Depois, chuva outra vez para despistar. A seguir, um sol mais forte, ah.... mas com vento e muito frio, que é para não acharem que coiso. Amanhã já nao estará sol, mas a temperatura sobe um bocadinho... e de repente, ah, a primavera, essa traiçoeira, já cá está e não demos pela sua discreta entrada! Esperta, a miúda.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Quem sabe ouvir o mar?

O mar diz-nos “Era uma vez…”. O mar assistiu a toda a História, a todo o Princípio, a todo o Acontecer. Guarda-os no fundo, em baús enterrados, que, de quando em vez, soltam-nos pedaços para deles não nos esquecermos. É daí que vem o som das ondas. As ondas, as contadoras dessas histórias longínquas, que voltam para os baús das profundezas e aí permanecem eternamente. São folhas soltas que ondulam, conforme o vento e a lua. O sol dá-lhes a cor, a fantasia, a emoção de que qualquer história precisa.
Mas nós, seres brutos e apáticos, não sabemos ouvir o mar. Dizemos que sabemos, mas não sabemos. Há só uma pequena parte de nós, seres brutos, que apesar de brutos, sabe como o cativar. Os pescadores, esses homens do mar, que vivem do mar e para o mar, eles sim, eles sabem. Eles ouvem as histórias que o mar tem para contar. E eu um dia quero ouvir as histórias de um pescador, porque não sei ouvir o mar.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O que a Arte oferece à sociedade



A Arte, esse conceito tão antigo e abrangente, é um reflexo de todas as dimensões humanas (emotiva, racional, corporal, mística) que nos permite atingir um entendimento singular do mundo. O artista oferece através das mais variadas formas artísticas– e digo “oferece” porque as divulga à sociedade -, emoções, opiniões, posições, realidade, sonho e ficção, de tal maneira criativa que provoca na sociedade como que um nascer do outro lado da sua percepção do mundo. Arrisco dizer até que a arte é o outro lado do conhecimento humano, e a única coisa que faz bem aos olhos, à mente e à alma. É um complexo exercício emocional, mas gratificante: A arte distrai, relaxa, faz pensar, choca, ensina, desafia, inspira, humoriza, provoca, entristece e alegra.



E afinal o que é a arte? De um ponto de vista generalista, é a única maneira de deixarmos uma marca eterna na terra, tornando a humanidade imortal.

(contributo para o blog http://sundfestival.blogspot.pt/, blog oficial do Festival S.U.N.D.)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013


"Até amanhã". 
Olho para o quadrado vazio na minha parede.
O tecto está baixo e tem um pontinho preto no canto que me prende o olhar durante uns frios 15 segundos.
Fecho a janela.
Amanhã ligo-lhe sem falta.
Dedico 3 minutos à agenda.
Aquele verde não me sai da cabeça.
Aquela manhã rendeu-me tanto.
Tenho de acordar cedo mais vezes.
Não te distraias, já é tarde.
Apago o cigarro, carrego no play e começo a escrever. É inevitável.