Quem diz chaves diz colares, casacos, sacos... é só aproveitar a ideia e por a imaginação a funcionar.
Em vez de conversar com os meus botões, rir de mim para comigo e divagar sobre assuntos e episódios substancialmente inúteis que de outra forma esqueceria pouco tempo depois, escrevo e eternizo enquanto bebo um chá. Frio, mas chá. No Inverno já será quentinho.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Passeio por expressões
Deves achar que ando a comer gelados com a testa.
Deves achar que és a última coca-cola do deserto.
Deves achar que és a última bolacha do pacote.
Deves achar que és muito esperto.
Deves achar que é assim que resolvem as coisas.
Deves achar.que sou parva.
Deves pensar.
Deves...
Deves.
paga o que Deves!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Sem título, sem nada
Li em qualquer lado uma frase bastante acertada: "existem dois tipos de pessoas: as que perdem os ficheiros todos todinhos do computador e ficam sem nada, e as que já aprenderam que se deve fazer back-ups". Sim, eu pertenço à primeira categoria desde anteontem. Tive de formatar o computador sem oportunidades tardias de "back-ups". Arranco agora com um 'novo' sistema operativo, vazio, uma nova vida pela frente. Não sei exactamente o que é que perdi, mas é melhor nem me tentar lembrar. São só 7 meses em ficheiros, 5 deles em Budapeste, mas isto é um pouco como a vida: apagar o passado e move on! Reset! Bem, um bocado mais eficiente do que a vida, posso dizer. Ainda bem que não tinha lá nada importante para o meu exame de hoje...
Claro que aquela frase só a li anteontem... e como é que se diz? "Too late".
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Bom dia porquê??
Este dia afigura-se-me fantástico. Ora vejamos:
- Acordo tarde e a más horas, não era esse o meu plano.
- Com tanto calor que nem aguento mais um segundo na cama.
- Vou tomar banho, e nem pinguinha.
- Lembro-me vagamente de um bilhetinho deixado à porta do prédio há uns dias atrás, dizia ele que não ia haver água no dia 10 de setembro, desde as 8:00 até ao final do dia...bolas, esqueci-me.
- Vou fazer café. Não, não há água.
- Sento-me no sofá para escrever este post. O telefone toca, levanto-me. 243, é a minha avó. "Estou?... Estou??......... Avó???"........ "Estou sim, é da casa do Sr. Torres?" "Ah, não, foi engano!" "Ah então desculpe!" "Ora essa!"
Sento-me outra vez. Mas vou-me levantar, vestir qualquer coisa e comprar garrafões de água para salvar o mundo. O que me espera esta segunda metade do dia, não sei, mas deve ser coisa boa deve.
Um até já.
sábado, 8 de setembro de 2012
Choque Erásmico: Budapeste
"Parti para esta grande aventura. Deixei para trás o sol, as cores, a
alegria e o calor. Os meus amigos, conhecidos e família. Deixei a praia, o
amor, a luz, a boa comida e as horas tardias. Felizmente deixei também a
preguiça. De repente, estou num sítio frio, sem luz natural, onde a pontualidade e o
cedo das coisas é um balde de água fria. Neste sítio toda a gente me é
desconhecida. Cores nem vê-las, e amigos muito menos. Falha-me o fenómeno da
globalização. Mas gosto da neve, do rio e das praças. A cidade é fria, mas
aconchega. Cidade não muito grande, mas grandiosa, e de uma beleza sufocante.
Espero pelo dia em que o sol brilhe, para o ver desfazer-se em tons laranja e
rosados sobre os telhados ainda brancos da neve, para além do rio. Sobre as
pontes e palácios iluminados, montes verdes mas esbranquiçados, carris de
eléctricos, barcos e bicicletas. Bancos de jardim, candeeiros floreados.
Desenganem-se os que leram as primeiras linhas, este sítio é um espanto. Tem o
lado frio e altivo da beleza. Não é uma fotografia com muitas cores, mas quem
não gosta de uma boa fotografia a preto e branco? É mágico. E pouco a pouco,
ganho novos amigos, que dão uma nova cor.. A boa comida ainda hei-de descobrir. E
amor? Já me apaixonei por Budapeste."
Este texto foi escrito nos meus primeiros dias em Budapeste, em pleno inverno. É engraçado olhar para trás agora, e ver como eu via aquela cidade quando lá cheguei. No entretanto a primavera chegou, o sol brilhou, e a cidade saiu à rua. Mudou. Mas sempre com a mesma e sufocante beleza.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Ideias precisam-se II
Devagarinho se vai lá. Aqui vão mais três ideias giras e muito simples, mas que nunca tinha visto. Não é que sejam ideias tipo 'faça você mesmo', mas um 'compre você mesmo' já é apetecível. Aguardem mais, que já ando por aí a ver o que anda a revolucionar o mundo monótono!
Sim, as calculadoras podem ser objectos giros. Além de úteis, claro. Gostava de ter exibido uma calculadora gráfica de madeira nas aulas de matemática!...
Isto são pacotes de sumo de banana (?), ficam apetecíveis! hmm, um batidinho de banana agora... isso sim era uma boa ideia!
Pergunto-me porque é que os auriculares não são TODOS assim! Se tempo é dinheiro, considerando o tempo total do mundo que já foi desperdiçado a desenrolar fios, já podíamos estar fora da crise há........
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Ideias precisam-se I
Desde uma ideia para tapar aquele buraco das calças até uma ideia para abrir um negócio de milhões, a verdade é que precisamos delas todos os dias. Aqui fica um primeiro cheirinho. Não ideias de milhões, desenganem-se. Não ia publicar isso. Mas ideias práticas, ideias cómicas, ideias geniais. É ao gosto do freguês!
Vou precisar de construir uma àrvore ao lado da estante da minha sala! Com direito a ninho e ovos. Se bem que o ninho... bem.... já lá está....
Isto era cortar as franjas e estava perfeito. Até arrepia...
Claro que isto só tem piada se aquela gotinha caír sempre do mesmo lado, e precisamente ali! Corre-se o risco de fazer o boneco parecer um bocadinho idiota... ;)
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Longo caminho... ou longo destino??
Olá.
Vou apanhar o comboio com destino a Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysyliogogogoch, alguém quer vir?
....Vais aonde?!
Vou a Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysyliogogogoch!
Isto...é mesmo o nome de
uma estação de comboios no País de Gales. O nome de sítio mais comprido do mundo (não só comprido – parece-me mesmo
quase impossível de pronunciar). Mas os Galeses lá se entendem. Agora
perguntam-me “mas o que raio significa essa..hm...palavra ou lá o que é?!"
Bem, não pesquisei a fundo, e por isso não sei a fidedignidade do que estou prestes a
afirmar. Mas ouvi dizer (ou li
escrever...?) que era qualquer coisa como “Igreja de Santa Maria na
piscina da aveleira branca perto do turbilhão de hidromassagem de Santo Tysilio
da caverna vermelha”. E, depois de uns estudos e experiências no google
translate, parece que se confirma.
Haja criatividade... mas acima de tudo, coragem!
Agora com licença que vou ali a Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysyliogogogoch e já volto. Se não me perder pelo caminho. Perder-me no turbilhão de hidromassagem não era de todo mal pensado.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Hoje é cozinha
Tâmaras com Bacon.
Quem nunca provou esta delícia de entradinhas, embora não o
saiba, está a cometer uma contra-ordenação muto grave. Sim, quase com pena de prisão.
É a coisa mais simples e deliciosa do mundo:
1. Enrole uma fatia de bacon em cada tâmara;
2. Leve ao forno sem adicionar qualquer gordura, só para tostar o bacon.
Et... Voilá!
Quem disse que o que é bom dá trabalho?
Não precisam de me agradecer, mas se o fizerem, agradeço.
Sugestão: óptimo para acompanhar um Chá das 6.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Regresso
Passados quase sete meses, eis-me
de volta. Este blog tirou férias em Budapeste para um chá prolongado. Cidade mágica,
a propósito, recomenda-se vivamente. Mas não fujam já para lá... É tudo muito
bonito, mas o Chá das 6 está de volta, precisamente às 6 horas da tarde, para
vos encher a cabeça e o coração de nada e coisa nenhuma. E, por falar nisso...
deixo-vos com este poema que todos conhecem e todos relembram nesta altura do
ano. Pelo menos eu costumava relembrar. Bem-vindas, férias – a quem as tem!
LIBERDADE
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados
com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há
bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a
bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Janeiro é o fim
Fevereiro – Frio. Não se passa nada de especial, para além do Carnaval. Mas passa rápido.
Março – Frio e alergias, mas já se avistam os primeiros sinais de dias maiores e da Primavera.
Abril – Férias da Páscoa, solzinho de Primavera a bater na cara, largamos os casacos. Alguma chuvinha, mas a disposição reina! Se conseguirmos ir a praia melhor ainda.
Maio – Boa disposição, calor e serenidade. A alegria do fim do ano.
Junho – O verão aproxima-se! Calor, festas, dias enormes! Fim das aulas. Exames…
Julho – Está demasiado calor, e ainda estamos retidos em Lisboa… exames… safam-nos as praias aqui ao lado de vez em quando. Mas ninguém nos tira a felicidade do verão.
Agosto – Férias!!! Já não é sinónimo de bom tempo, mas de descansar, sair, descansar, sair, descansar. Os dias já não são tão grandes, mas ninguém repara. Viagens.
Setembro – Ainda de férias, o tempo melhora. Acabou o verão, e já apetece outra coisa. O mês da vida nova e dos planos, de rever os amigos. O mês das vindimas, do olá ao Outono e da sua luz mágica. Aquele cheirinho a livros novos. (Ou então praia praia praia).
Outubro – Aquela maravilhosa luz dourada do Outono. As folhas a acastanharem. Os primeiros sinais de frio ainda com sol. O sol de Outono. O cheirinho impagável do Outono.
Novembro – As primeiras chuvas, as castanhas assadas. As chuvas torrenciais e as trovoadas. Bonitas, incómodas, ou assustadoramente belas. O céu subitamente limpo, e o cheirinho a folhas molhadas da chuva, e da própria chuva acabada de cair. O cheirinho a lenha a queimar. O sol a bater na cara depois da chuva. De casacos bem quentinhos.
Dezembro – O Natal, as luzes, o frio, as canções, o presépio, a lareira, os doces, os passeios, as compras, a mantinha, o chá, os filmes, a neve, a música ambiente, a alegria, a festa, a amizade, o amor, o silêncio e o crepitar.
Janeiro – A queda. O fim de Dezembro. É uma seca. Passa devagar, não se passa nada e está frio. O frio deprimente do pós-natal, quando se desfazem as árvores e os presépios, e cessa toda a magia das ruas. O nevoeiro que entra pelos ossos. O vazio. Quando já tivemos frio que chegasse, e o calor nunca mais vem. Para os estudantes é a época dos exames, ou da matéria mais chata e mais densa. É o fim.
E tem 31 dias.
Post Scriptum: Devo revelar que escrevi este texto em Novembro, e queria deixar duas notas: Dezembro não teve ruas tão mágicas, e Janeiro está a surpreender-me com todo este sol! Que não se cumpra agora o inevitável “deitar foguetes antes do tempo”. Mais uma vez… Feliz 2012!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
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